Manchester City 4 x 3 Real Madrid
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| Benzema e Rodri em ação (Foto: Divulgação/Real Madrid) |
Se já havia uma grande expectativa para este confronto,
Manchester City e Real Madrid entregaram tudo que se esperava. Jogando em casa,
os Cityzens venceram por 4 a 3 e protagonizaram um grande duelo contra
os maiores campeões da Champions League.
Quando o Manchester City abriu 2 a 0 com menos de 10
minutos, parecia que o time da casa teria controle do jogo. Mas o Real Madrid conhece,
como nenhum outro time europeu, os caminhos da Liga dos Campeões. Quando o City
marcava, os espanhóis davam o troco na sequência. Mesmo em momentos de sufoco,
os comandados de Carlo Ancelotti souberam jogar o jogo. Orquestrados por Modric
e os gols de Benzema e Vini Junior, deixaram a semifinal completamente aberta
para o Santiago Bernabéu.
Foi uma partida que entrou para a história da Liga dos
Campeões, não tenho dúvidas disso. O Manchester City, principalmente no
primeiro tempo, poderia ter vencido por 4 a 1, que não seria nenhum exagero, já
que dominaram as ações. Para alguns, a camisa pesa nos momentos decisivos, e
foi o que aconteceu com o Real Madrid, que mesmo sofrendo em várias partes do
confronto, não se afobou e soube aproveitar suas oportunidades.
Mesmo nos momentos que o Real teve mais domínio, chamou a
atenção o fato de Guardiola não ter feito mudanças tão drásticas. Na parte
ofensiva, apenas Sterling entrou em campo. Para dar uma renovada, a entrada de
Gundogan poderia ter aparecido nos lugares de Bernardo Silva ou De Bruyne. Até
mesmo Jack Grealish era uma opção, mas é incrível que uma contratação de 117
milhões de euros, não entra em jogos desta grandeza.
O momento brilhante de Gabriel Jesus não pode passar batido.
O atacante, que é tão criticado aqui no Brasil, vive uma fase iluminada. Na
última rodada da Premier League, marcou quatro gols e deu uma assistência na
vitória de 5 a 1, guardou mais um no jogo de hoje. Quem acompanha o futebol
europeu mais de perto, sabe que taticamente, Jesus cumpre uma função muito
importante no esquema do Guardiola. E se ele fosse esse “perna de pau” que muitos
pintam, não seria tão elogiado pelo treinador e prestes a completar seis
temporadas no Etihad Stadium.
No mercado de transferências no meio do ano, o provável foco
nas contratações do City, seja um centroavante. Kane ou Haaland devem pintar em
Manchester para a próxima temporada. Porém, um lateral precisa ser contratado. Por
mais que João Cancelo atue nas duas laterais, não há uma outra alternativa caso
Kyle Walker não possa jogar. Um time que tem a verba dos Cityzens, não
pode se dar ao luxo de usar um zagueiro ou volante improvisado na posição.
Pelo lado do Real Madrid, Valverde não conseguiu substituir
Casemiro à altura, tanto que falhou no primeiro gol do City. Talvez a entrada
de Camavinga pudesse proteger melhor a defesa, além de qualificar mais a saída
de jogo. Falando em defesa, quem teve uma queda grande de rendimento foi Éder
Militão. O brasileiro tem cometido uma série de erros, e só não é pior, porque
Alaba ou Carvajal conseguem corrigir as falhas do zagueiro.
Quando se fala de gols pelo lado espanhol, é impossível não
citar Benzema e Vinícius Junior. O camisa 9, está carregando o Real Madrid na
temporada. São 41 gols, sendo nove deles, só no mata-mata da Liga dos Campeões.
Já Vini Jr, sobrou pelo lado esquerdo. Tanto Stones quanto Fernandinho, sofreram
com as arrancadas do brasileiro, e cada vez mais, mostra que merece ser o
titular da seleção.
Liverpool 2 x 0 Villarreal
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| Thiago mandou no meio campo dos Reds (Divulgação/Liverpool) |
Se ontem tivemos um duelo equilibrado, o mesmo não podemos
dizer de Liverpool contra Villarreal. Pelo que foi o jogo, podemos dizer que o
2 a 0 para os ingleses saiu até barato.
Jogando em Anfield, Unay Emery escalou o Villarreal no 4-4-2
e, como se imaginava, jogou fechado e tentou explorar os contra-ataques. O
Liverpool foi dono do primeiro tempo e finalizou 12 vezes, porém, as chances
criadas, pouco assustaram o gol defendido por Rulli, com exceção de uma bola na
trave de Thiago. A estratégia do Submarino Amarelo até parecia que ia dar
resultado, mas dois gols sofridos no início da segunda etapa, jogaram no ralo
todo o plano dos espanhóis.
Mesmo que o Villarreal não tenha finalizado o jogo todo, poderia
ter incomodado mais o Liverpool. Os espanhóis forçaram muito o jogo pelo lado
esquerdo com Estupiñán, mas em vão. Quando o time tinha a bola, até tentava
trabalhar as jogadas, só que faltou a participação dos pontas. Danjuma e
Chukwueze poderiam ser boas válvulas de escape em eventuais saídas com
velocidade. Dani Parejo, que é a cabeça pensante do time, cumpriu muito mais
funções defensivas e pouco saiu para o jogo.
Gerard Moreno, que a principal peça ofensiva do Villarreal,
estava fora do jogo por lesão. Mesmo que o time tenha jogado sem um
centroavante, dificilmente a presença do camisa 7 faria alguma diferença, já
que a bola praticamente não chegou na área do Liverpool.
Já o Liverpool, fez exatamente o que se esperava. Só que no
primeiro tempo, mesmo sufocando o adversário e finalizando muito, sem perigo, o
time começou a exagerar nos chuveirinhos para a área, jogada que raramente leva
perigo para o gol adversário. Mas no segundo tempo, matou o jogo no seu melhor
estilo, intensidade, inversões de jogo, tabelas rápidas e um pouquinho de
sorte, como foi o gol de Henderson.
A missão do Villarreal é extremamente ingrata. Além de precisar vencer o jogo, não pode levar gols de um time que ataca o tempo inteiro, e que nesta edição da Liga dos Campeões, venceu todas as suas partidas fora de casa.

