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| Verstappen vence mais uma e encosta na liderança (Foto: Divulgação/Red Bull) |
O tão aguardado GP de Miami, nos entregou de tudo um pouco. Uma
atmosfera fantástica, diversas celebridades, mas, na pista, que é o mais
importante, uma corrida bem aquém. Só não foi pior, graças a um safety-car que
entrou na reta final da prova, devido a um acidente de Lando Norris. Mesmo em
um traçado que não possibilitou tantas ultrapassagens, Verstappen, largando em
terceiro lugar, passou Leclerc e rumou para uma vitória sem muitos sustos. Com
isso, emplaca a terceira vitória em cinco etapas.
Na classificação, dobradinha da Ferrari, com Leclerc em
primeiro e Sainz em segundo. A Red Bull ocupou a terceira fila com Verstappen e
Pérez. O destaque também ficou por conta de Bottas. O finlandês da Alfa Romeo
largou na quinta posição, seguido por Hamilton. Se o heptacampeão até conseguiu
um bom resultado, seu companheiro, George Russell, sofreu um bocado, partindo
apenas de 12°.
Quando começou a corrida no domingo, Leclerc fez uma
excelente largada para manter a liderança. Verstappen, logo na primeira curva
passou Sainz para assumir a segunda posição.
Mesmo na liderança, Leclerc via o carro número 1 da Red Bull
se aproximando a cada volta. Fazendo valer da maior potência nas retas, na volta
nove, o holandês assumiu a ponta. Após a rodada de pit-stops, Leclerc até
chegou perto de Verstappen, mas não conseguiu a ultrapassagem.
Se lá na frente não acontecia muita coisa, no pelotão
intermediário a coisa estava mais movimentada. Os pilotos da Mercedes
precisaram fazer uma corrida de recuperação após perderem posições na largada.
Hamilton havia caído para oitavo e recuperou o sexto lugar. Russell, em
estratégia diferente, era o quinto.
Quando tudo parecia se encaminhar para um final sem muitas
emoções, na 40° volta, Norris e Gasly se enroscam e o britânico ocasionou a
entrada do carro de segurança.
Dos primeiros colocados, apenas Pérez arriscou uma segunda
parada, além de Russell, que fez o pit obrigatório e voltou logo atrás de seu
companheiro.
A relargada aconteceu com 10 voltas para o final. Leclerc,
não conseguiu a ultrapassagem. Mas pelo último lugar no pódio, a briga era entre
Sainz e Perez. O mexicano chegou a tentar uma manobra ousada e quase ouve um
toque. Mesmo com pneus mais novos, não conseguiu mais atacar o carro 55.
Russel passou Hamilton e terminou na quinta posição. Apesar
de uma corrida discreta, Albon aproveitou o caos do pelotão intermediário e as
duas punições de Alonso, para acabar em nono lugar. Segunda corrida na temporada
que o tailandês termina na zona de pontos.
Verstappen venceu e segue sua escalada para tentar alcançar
Leclerc. São 104 pontos, contra 85 do holandês.
Quando anunciaram que a Fórmula 1 correria em Miami, houve
uma grande expectativa, por ser uma cidade icônica dos Estados Unidos, além de
passar pelo Hard Rock Stadium. A Red Bull fez um vídeo promocional muito legal,
em que Pérez andou pela pista ainda em construção. Enfim, o marketing em volta
do evento, foi fantástico.
Com uma corrida, seria injusto fazer qualquer tipo de
comentário falando que o traçado é horrível ou algo do tipo. Quem não lembra da
primeira corrida do Azerbaijão, que foi um verdadeiro porre e nas edições
seguintes, nos proporcionou corridas extremamente boas. Teremos que esperar os
próximos dois ou três anos, para, aí sim, poder fazer qualquer tipo de análise
sobre a pista.
Recentemente, Verstappen havia criticado o excesso de pistas
de rua no calendário da Fórmula 1. As críticas do atual campeão mundial são
muito pertinentes. Primeiro, questionou que carros de F1 não foram feitos para
andar nas ruas, além de que certas pistas deveriam permanecer no calendário.
O segundo ponto que Verstappen toca é muito importante. Na
pandemia e precisando refazer todo o calendário, a F1 foi certeira em
selecionar pistas como Portimão, Nurburgring e Istanbul, por exemplo. Todas nos
protagonizaram corridas muito boas e quando tudo voltou ao normal, foram
descontinuadas do calendário;
Países sem tradição no automobilismo tem se feito cada vez
mais presentes no mundo da F1. Arábia Saudita e Qatar, só para citar dois casos
mais recentes. Estes países estão na categoria por terem sheiks que depositam
rios de dinheiro para trazer a principal categoria do automobilismo aos seus
países. Enquanto isso, nós vemos a Alemanha, o segundo país com mais títulos na
Fórmula 1, sem receber uma corrida.
Por mais que os EUA sejam um país relevante no
automobilismo, existe todo um plano da Liberty Media para ter mais corridas no país,
por isso, que em 2023, haverá uma prova nas ruas de Las Vegas. Com isso, serão
três provas em solo americano.
Enfim, por mais que traçados de rua não me façam ter uma
perspectiva muito otimista, que possamos queimar a língua com as corridas dos
próximos anos. Nos vemos daqui a duas semanas, para o GP da Espanha.
